O cronograma de implantação do consignado no RPPS define como a operação sai do papel depois da aprovação do conselho. Na prática, os primeiros 90 dias são os que mais influenciam o resultado de longo prazo, porque é nesse período que o instituto constrói a rotina da carteira.
Este artigo começa onde o guia sobre como implantar consignado no RPPS termina. Ou seja, parte do momento em que o RPPS já analisou a viabilidade e o conselho já aprovou a operação. A seguir, mostramos o que acontece em cada fase e o que a equipe do instituto precisa ter para que tudo funcione.
Os prazos abaixo são uma referência. Por isso, podem variar de acordo com o tamanho do RPPS, com os trâmites internos de cada instituto e com a integração à folha de pagamento.
Dias 1 a 30: preparação para a implantação do consignado
O primeiro mês é de preparação. Nessa fase, a equipe confirma as condições aprovadas pelo conselho, define o passo a passo para assinar os contratos e treina as pessoas do RPPS nos novos processos.
Além disso, se a política de investimentos ainda não prevê o consignado, o instituto faz esse ajuste nesse período, seguindo seus trâmites internos e as regras da Resolução CMN 5.272/2025. Durante todo o processo, o Flinke atua como consultor técnico. Em outras palavras, ele não decide sozinho: a diretoria e o conselho do RPPS validam cada escolha.
Dias 31 a 60: operação piloto e ajuste fino
Na fase piloto, a operação começa com um grupo menor de servidores, e a equipe acompanha cada contrato de perto. Assim, problemas de margem, de assinatura dos contratos ou do fluxo interno aparecem cedo, e a equipe os corrige enquanto o volume ainda é baixo. Dessa forma, o impacto de qualquer erro fica pequeno.
Mesmo assim, muitos institutos subestimam essa etapa. Abrir a operação para todos antes de resolver os problemas encontrados no piloto está na origem de boa parte das dificuldades que surgem nos meses seguintes.
Dias 61 a 90: ampliação e primeiro relatório institucional
Com o piloto validado, a operação se abre para todos os servidores que podem contratar. Ao final do período, sai o primeiro relatório de 90 dias, que o diretor apresenta ao conselho.
Esse relatório reúne o volume da carteira, os principais indicadores, a conferência das regras e a projeção para os próximos meses. Além disso, ele se torna o ponto de partida para comparar todos os acompanhamentos futuros. Veja quais são os indicadores da carteira consignada do RPPS que o instituto passa a acompanhar todo mês.
O que o time interno do RPPS precisa ter
O Flinke trabalha junto com a equipe do instituto, sem substituí-la. Para que a implantação funcione, o RPPS precisa ter:
- uma pessoa responsável pela operação, com autonomia para tomar decisões no dia a dia;
- acesso ao sistema de folha de pagamento;
- capacidade de aprovar contratos dentro das condições definidas pelo conselho;
- disponibilidade para participar das reuniões de alinhamento nos primeiros 90 dias.
Sem esses quatro pontos, o cronograma tende a atrasar. Afinal, boa parte das decisões dos primeiros meses depende de alguém do próprio instituto.
Resumo: o cronograma de implantação do consignado em 90 dias
Em resumo, o cronograma de implantação do consignado segue três etapas. O primeiro mês serve para preparar processos e pessoas. Em seguida, a operação roda em piloto com um grupo menor. Por fim, ela se abre para todos e gera o primeiro relatório ao conselho.
Seguir essa ordem, sem pular o piloto, é o que dá segurança para a carteira crescer. Depois dos 90 dias, o trabalho continua com o acompanhamento mensal dos indicadores e com relatórios periódicos para o conselho.
